Nunca uma sociedade foi tão estudada como a nossa. Todas as semanas, para não dizer todos os dias, somos bombardeados com estudos, muitos deles insólitos e até caricatos, sobre tudo e mais alguma coisa. Um de 2009 garante que as mulheres com excesso de peso têm mais afrontamentos do que as mais elegantes. Um outro afirma que as mulheres se preocupam mais com a saúde enquanto que os homens é com a aparência.

Um quarto das mulheres prefere a masturbação ao sexo, revelou uma pesquisa. Um estudo sobre o consumo de bebidas alcoólicas, realizado em 17 países europeus pela empresa de estudos de mercado GfK, revela que 55% dos homens portugueses prefere a cerveja, enquanto que 49% das mulheres gosta mais de vinho ou de espumante. Descubra, além destas, mais 20 coisas sobre as mulheres que os cientistas já descobriram.

1. Mulheres que comem mais peixe sofrem menos do coração

Os riscos de desenvolvimento de problemas cardíacos são mais raros entre as mulheres em idade fértil que consomem regularmente peixes ricos em ómega-3, revelou um estudo dinamarquês, em 2011. De acordo com os investigadores que o levaram a cabo, as mulheres que consomem pouco ou raramente peixe têm mais de 50% de problemas cardiovasculares face às que consomem peixe regularmente.

2. Mulheres compram mais roupa sexy quando estão em período fértil

Uma equipa de investigdores da Universidade de Minnesota, nos EUA, analisou a tendência consumista das mulheres durante o seu período de ovulação. Depois de comparar os dados obtidos, os cientistas concluíram que as mulheres, nessa fases, têm uma necessidade de superar e até de intimidar as suas rivais femininas. Além de adquirir mais roupa sexy, também investem mais em cosméticos e em tratamentos estéticos.

3. Mulheres otimistas podem viver mais tempo

Um estudo publicado na revista Circulation revelou que as mulheres otimistas correm menos riscos de vir a sofrer de doenças cardíacas e podem viver mais tempo do que aquelas que são consideradas pessimistas. Uma amostra constituída por cerca de 100.000 voluntárias, que estiveram em estudo durante oito anos, permitiu concluir que as que apresentavam sentimentos mais negativos tinham 16% de mais hipóteses de ter problemas de coração.

4. Mulheres com mais inteligência emocional têm mais orgasmos

Um estudo realizado por uma equipa de investigadores do King's College, em Londres, em Inglaterra, diz que as que têm maior habilidade para expressar os seus sentimentos e/ou para perceber os de outras pessoas são mais felizes sexualmente. A pesquisa envolveu 2.035 mulheres, com idades entre os 18 e os 83 anos, que foram questionadas sobre o seu comportamento sexual e submetidas a testes de inteligência emocional.

5. Mulheres que sofrem de enxaquecas são mais propensas a ataques cardíacos

Segundo a Academia Americana de Neurologia, as mulheres que sofrem de enxaquecas acompanhadas de distúrbios visuais como os chamados relâmpagos de luz têm uma maior probabilidade de vir a ter ataques cardíacos e coágulos sanguíneos. Ao longo de 15 anos de um estudo, realizado em 27.860 mulheres, 1.435 vítimas de enxaquecas, foram registados 1.030 casos de ataque cardíaco, de derrame ou de morte por problema cardiovascular.

6. Temperatura das mulheres sobe quando os homens olham para elas

Investigadores da Universidade de St Andrews, em Fife, na Escócia, descobriram que a troca de olhares entre pessoas de sexo oposto pode aumentar a temperatura do rostos das mulheres. Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de analisar técnicas de imagens termais para perceber as alterações nas mulheres heterossexuais durante encontros com outras pessoas de géneros diferentes.

7. Mulheres preferem sapatos a namorados

Um inquérito a 1.000 mulheres realizado em 2009 afirma que elas lembram-se mais do primeiro par de sapatos que compraram do que do primeiro rapaz que beijaram. Enquanto que 92% foram capazes de recordar o modelo de calçado que adquiriram, menos de duas em cada três conseguiram apontar o nome da pessoa a quem deram o primeiro beijo.

Outro dado curioso é que 96% sente remorsos por deitar fora um par de sapatos, enquanto que apenas 15% se sente mal por acabar um namoro. "Elas tratam os sapatos como se fossem os seus melhores amigos e, ao que parece, as memórias relativas ao seu calçado duram mais do que as dos namorados antigos", justificou publicamente o diretor do site, Glendon Lloyd.

20 coisas sobre as mulheres que os cientistas descobriram

8. Mulheres que têm gatos têm maiores tendências suicidas

Um grupo de investigadores da Universidade de Maryland, nos EUA, é perentório. As mulheres que têm gatos são mais propensas ao suicídio. Além disso, têm também maior tendência a sofrer de problemas de saúde mental. A culpa é do toxoplasma gondii, um parasita presente nas fezes destes animais que pode ser transmitido aos humanos, fazendo com que o risco de pensamentos suicidas aumente.

9. 75% das mulheres são mais produtivas no trabalho quando ouvem música

Um estudo nacional levado a cabo pela consultora de investigação de mercados Duran&Tortosa Asociados concluiu, depois de analisar as respostas de uma amostra representativa de mulheres de Lisboa e Porto com idades compreendidas entre os 15 e os 50 anos, que 75% das mulheres são mais produtivas no trabalho quando ouvem música e que uma em cada duas aproveita as suas deslocações diárias para o fazer.

10. Maioria das mulheres com VIH foi infetada pelo parceiro

Um relatório apresentado no início desta década assegura que a grande maioria das mulheres com VIH é infetada através de relações heterossexuais, muitas vezes em relações estáveis. A falta de recursos e de formação profissional impede, muitas vezes, a mulher de assumir um papel ativo no controlo da utilização das formas de proteção, como os preservativos, mas também no acesso aos cuidados de saúde.

11. Cerveja fortalece os ossos de mulheres

A revista científica Nutrition publicou um estudo, que envolveu 1.700 mulheres, que garante que a densidade dos ossos é maior nas que bebem cerveja do que naquelas que não o fazem. A explicação está nos fitoestrogénios que integram esta bebida. Os cientistas espanhóis que levaram a cabo esta descoberta aconselham, todavia, um consumo diário igual ou inferior a duas unidades de álcool.

12. Mulheres obesas ou diabéticas são mais propensas a ter filhos autistas

A tese foi avançada por um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, em 2012. Num estudo publicado na revista Pediatrics, estes afirmam que as mães obesas e as que sofrem de diabetes durante a gravidez têm mais hipóteses de dar à luz crianças com autismo ou com atrasos no desenvolvimento. Os investigadores chegaram a essa conclusão depois de examinar 2.008 pessoas, 1.004 duplas mãe e filho.

13. Mulheres acima dos 50 anos são mais propensas ao stresse do que os homens

Investigadores da Universidade do Sul da Dinamarca apuraram que as mulheres são mais vulneráveis à ansiedade e ao stresse entre os 51 e os 55 anos, ao contrário dos homens, que correm um risco maior de ser afetados por estes problemas entre os 41 e os 45 anos. Estudos complementares afirmam que as mulheres estão menos expostas a eventos potencialmente traumáticos mas, quando estão nessa situação, a taxa de incidência duplica em relação aos homens.

14. Mulheres com peso a mais são vítimas de preconceito quanto vão às compras

Um estudo publicado no jornal Daily Mail afirma que as mulheres com mais peso e mais curvas sentem mais o olhar dos outros quando andam na rua. Nas lojas de roupa, de acessórios e de cosmética, essa discriminação é ainda maior. 44% das 2.000 mulheres plus size inquiridas afirmaram terem sido desprezadas pelos vendedores de lojas mais caras e 38% ficaram tristes porque nenhuma das peças que experimentaram lhes assentou.

20 coisas sobre as mulheres que os cientistas descobriram

15. Alterações hormonais influenciam a saúde oral das mulheres

Um estudo de uma rede de clínicas dentárias revelou que a sensibilidade dentária, a gengivite e alguns dos principais problemas periodontais estão relacionados com ciclos femininos, podendo ser afetados pela puberdade, pela gravidez ou ainda pela menopausa. A análise apurou também que as mulheres têm mais preocupações a nível da saúde oral do que os homens e que vão ao dentista com maior frequência.

16. Tipo sanguíneo pode afetar a fertilidade feminina

Cientistas da da Albert College of Medicine e da Universidade de Yale, nos EUA, garantiram, em 2010, que capacidade de uma mulher engravidar depois dos 35 anos pode ser influenciada pelo seu tipo de sangue. O estudo norte-americano analisou 560 mulheres que foram submetidas a tratamentos de fertilidade e descobriu que as com tipo sanguíneo O tinham indícios químicos ligados a um baixo número de óvulos.

17. Mulheres com empregos stressantes têm maior propensão para ataques cardíacos

Segundo um estudo apresentado num encontro da American Heart Association, em Chicago, nos EUA, o stresse no trabalho aumenta em 40% a probabilidade de uma mulher poder vir a sofrer um ataque cardíaco ou um derrame. A pesquisa analisou a tensão do trabalho em 17.415 mulheres saudáveis, a maioria profissionais de saúde caucasianas com idades entre os 50 e os 60 anos, que durante 10 anos.

18. Mulheres têm maior dificuldade em ultrapassar a dependência de álcool

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, apresentado em 2012, afirma que elas têm maiores probabilidades de recair durante o tratamento de dependência de álcool do que os eles. "As mulheres têm um prognóstico mais desfavorável, assim como os doentes com um nível socioeconómico mais baixo", assegurou, durante a apresentação do trabalho, o investigador Pedro Aguiar.

19. Mulheres passam três vezes mais tempo com as crianças do que os homens

Uma análise do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) comprova aquilo que o senso comum permite facilmente constatar. Elas continuam a ser as principais responsáveis pelos cuidados das crianças e dos idosos em todos os estados-membros da União Europeia. As mulheres em idade ativa passam, em média, três vezes mais tempo por dia do que os homens a cuidar dos filhos.

20. Mulheres estacionam pior do que homens

Por serem mais cautelosas, elas demoram mais tempo e são mais relutantes quanto ao lugar ideal. A teoria foi avançada num estudo levado a cabo pela Ruhr-Universität Bochum, na Alemanha. A coordenadora do trabalho, a investigadora Claudia Wolf, testou as habilidades de manobras de 65 voluntários e verificou que as mulheres levam, em média, mais 20 segundos do que os homens a estacionar.

20 coisas sobre as mulheres que os cientistas descobriram