A paquistanesa Malala Yousafzai é um exemplo de coragem. Natural de Mingora, principal cidade do vale de Swat, noroeste do Paquistão, região controlada pelo regime Talibã, desde os 11 anos que defende o direito da educação das mulheres.

O pai, Ziauddin Yousafzai, poeta, director de várias escolas pública e activista pela educação sempre apoiou a filha.

A jovem, agora com 16 anos, ficou conhecida no mundo quando, no ano passado, sofreu um atentado. Por ser considerada "uma ameaça", a 9 de Outubro de 2012, Malala, na época com 15 anos, foi baleada no ombro e na cabeça.

O Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, afirmou na altura do atentado que os disparos dos talibãs contra a jovem Malala Yousafzai foram "um ataque contra todas as raparigas" no Paquistão.

Mas, como por milagre, Malala sobreviveu para continuar a sua luta. A sua recuperação foi feita em Birmingham, no centro de Inglaterra, onde sofreu uma série de intervenções cirúrgicas.

O mundo comoveu-se com a história desta menina. Em Abril deste ano, a jovem contou com a ajuda da actriz Angelina Jolie, conhecida pelo seu envolvimento em causas humanitárias, e angariou 45 mil dólares que têm como objectivo enviar 40 raparigas com idades entre os cinco e os 12 anos para a escola, na região paquistanesa de ‘Swat Valley’, de onde Malala é proveniente. A acriz doou também 200 mil dólares para esta causa.

“A tentativa brutal de silenciar a sua voz só fez com que esta falasse mais alto”, afirmou a Angelina Jolie nessa altura.

O primeiro discurso que proferiu depois do acidente que sofreu foi em Junho, no dia do seu 16º aniversário, nas Nações Unidas.

Aí lançou um apelo à comunidade internacional, para garantir "educação a todas as crianças".

"A 9 de outubro de 2012 os talibãs dispararam contra mim. Pensaram que com balas me calariam para sempre, mas falharam", afirmou. "Os livros e as canetas são as nossas armas mais poderosas. Um livro e uma caneta podem mudar o mundo", declarou Malala, considerando que "os extremistas continuam a ter medo dos livros".

Desde então foi agraciada com o prémio Anna Politkovskaya (um prémio criado em homenagem à jornalista russa morta há sete anos) e já publicou a sua biografia intitulada "Eu Sou Malala".

Malala Yousafzai poderá ser a próxima a ganhar o prémio Nobel da Paz. No entanto, só dia 11 de Outubro as dúvidas ficarão satisfeitas.

Daniela Costa com Agências

9 de Outubro de 2013

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