Luciano Ventrone nasce em Roma, capital italiana, em 1942, mudando-se para a Dinamarca aos seis anos. A estada no país do Norte da Europa há de marcar o futuro de Ventrone. A oferta de uma simples caixa de lápis para colorir apontará sobre o papel, depois tela, um caminho sem retorno no futuro do transalpino. Luciano não mais deixará de pintar.

De regresso ao seu país, aos 18 anos, o criativo Luciano ingressa na escola de artes em Roma. Há de estudar, mais tarde, ainda nos anos de 1960 arquitetura. Não termina o curso. Ventrone quer ser, unicamente, pintor. Olha para a arte contemporânea e encontra o seu caminho no Realismo. E, dentro deste vasto campo, o italiano interessa-se pelo tema da Natureza Morta. Estuda-a, detalha-a à exaustão.

O artista não se detém apenas nas camadas visíveis, em encontrar-lhes forma. Luciano apura, com a sua pintura a óleo, a cor e a relação desta com a luz, para nos trazer obras tão próximas do real quanto possível. Em boa verdade, peças para além do Realismo. Ventrone explora o Hiper-realismo, na representação que faz de elementos aparentemente tão simples como uma réstia de cebolas, um cesto de figos, de abóboras, uma taça de cerejas, de romãs de nozes, ou uma mesa pejada de frescas melancias.

A crítica por mais de uma vez comparou o pintor italiano a um seu antecessor, do século XVI, o génio Caravaggio. Ventrone não se escusa, mesmo, a reproduzir obras do mestre, introduzindo-lhes elementos sarcásticos. Por exemplo, replicando para o século XX uma pintura do autor quinhentista. Ao invés das frutas da época, que encontramos na obra de Caravaggio, Luciano enche um cesto com frutos exóticos, inexistentes na Europa antes dos Descobrimentos.

Engane-se quem julgue encontrar na obra de Ventrone correlação com a fotografia. O mestre hiper-realista italiano quer ir mais além. Não se fincar na imagem bidimensional de uma fotografia, mas trazer-nos a tridimensionalidade do objeto real.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.