Estamos a passar por uma crise mundial de cuidados. Quem o diz são os investigadores do estudo“Mothers, children and the global childcare crisis” que referem ainda que as mães são obrigadas a dividir o seu tempo entre o trabalho e a família, o que não acontece tanto com os pais.

Em países como o Vietname, México ou Índia, muitas mulheres tem que deixar o lar e nalguns casos o seu país para poderem sustentar a família e proporcionar-lhe uma melhor qualidade de vida. Apesar desta realidade, o estudo sublinha que esta decisão “não reflete o amor que os pais sentem pelas crianças.”

A nível mundial, as mulheres passam mais tempo a cuidar dos filhos do que os homens. Em termos concretos, elas perdem ¾ do seu tempo a tratar das crianças.

“Descobrimos que a criança depende muito da mãe e que os pais acham que essa não é a sua área”, refere Emma Samman, uma das três autoras da investigação. Uma realidade bastante atual que afeta muitas famílias no mundo inteiro. Combinando o seu trabalho dentro e fora de casa, as mulheres trabalham cinco semanas a mais do que os homens por ano.

35,5 milhões de crianças em todo o mundo - com idades inferiores a 5 anos - já ficaram pelo menos uma hora sozinhas sem a supervisão de um adulto. Os países mais pobres são os que mais sofrem com esta realidade, como é o caso do Congo, Costa do Marfim, Chade e República Centro-Africana.

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