De acordo com a agência Lusa, o presidente da Quercus, João Branco, alertou na véspera do Dia Internacional Sem Sacos de Plástico para a necessidade de o Governo implementar medidas urgentes que banam o uso dos sacos plásticos em Portugal.

Dados da associação, alertam que o país consome “anualmente cerca de dois mil milhões de sacos de plástico”.

O ambientalista considerou, ainda, que “estão comprovados e amplamente divulgados os efeitos nefastos dos sacos de plástico no ambiente, em especial em meio marinho, com envenenamento, asfixia e morte de peixes, animais e aves marinhas”.

O responsável referiu que a medida do anterior Governo de taxar os sacos de plástico “foi inicialmente positiva”, mas acrescentou que “rapidamente se revelou insuficiente”.

É que, depois de uma inicial diminuição do consumo de sacos de plástico, os portugueses “acabaram por se habituar a pagar os sacos e o seu consumo está a aumentar novamente”.

Durante a participação na última conferência das Nações Unidas sobre o clima, realizada em 2016, em Marraquexe, a delegação da Quercus visitou um supermercado que, como todos em Marrocos, não utiliza sacos de plásticos.

“Fiquei espantado com a facilidade com que a sociedade marroquina vive sem utilizar sacos de plástico. Isso é visível nas ruas pela ausência de lixo relacionado com os sacos”, afirmou João Branco.

A nova campanha da ONU, #CleanSeas, lançada este ano, pretende declarar guerra ao lixo provocado pelos plásticos nos oceanos. Um dos seus objetivos é que até 2022 sejam eliminados os microplásticos usados em cosméticos e acabar com “o uso excessivo de resíduos de plásticos que são usados apenas uma vez”.

A agência da ONU diz que não há tempo a perder e vai lançar vários apelos aos governos dos vários países.

Mas a prevenção também começa na casa de cada um de nós, e nos hábitos diários. Da próxima vez que pegar num saco de plástico, pense no que este pode fazer ao meio ambiente. Utilize antes sacos recicláveis ou caixas de cartão.

A seguir: Conheça alguns países que estão empenhados em reduzir o consumo de sacos de plástico:

Conheça alguns países que estão empenhados em reduzir o consumo de sacos de plástico:

- No Ruanda, desde 2008, que os sacos foram banidos e os passageiros internacionais que chegam ao país são obrigados a entregar às autoridades todos os sacos de plástico que tragam consigo.

- Os sacos de plástico passaram a ser proibidos em França, a partir de 1 de julho de 2016. A medida aplica-se aos supermercados, farmácias, padarias, postos de gasolina, mercados e feiras ao ar livre. Sacos mais grossos do que 50 microns são permitidos, desde que sejam reutilizáveis.

- A Irlanda foi o primeiro país a tomar medidas sobre a produção descontrolada de sacos de plástico ao introduzir o PlasTax em 2002, que obriga ao pagamento de 0,15€ pelo consumidor por cada saco. Esta iniciativa permitiu não só angariar dinheiro para ser posteriormente investido em projetos ambientais, como o consumo de sacos de plástico foi reduzido em 90%.

- Na Alemanha, os sacos de plásticos são pagos pelo consumidor em todos os supermercados e é habitual o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de cartão.

- Na Bélgica a política de reciclagem obriga a que os habitantes paguem taxas "pesadas" sobre o lixo. Por exemplo, 20 sacos de plástico para o lixo orgânico custa entre 20 a 40 euros, dependendo da comuna onde se vive. Nos supermercados, existem caixas de cartão à porta para incentivar os consumidores a usá-los como meio de transportar as compras.

- Na Cidade do México, e desde 2010, que os sacos de plástico foram proibidos nos estabelecimentos comerciais.

- São Francisco, Califórnia, (EUA), foi a primeira cidade americana a banir os sacos de plástico. Apenas sacos de papel reciclado ou biodegradáveis podem ser utilizados.

- Em Itália a distribuição de sacos de plástico está proibida desde 2011. A partir dessa data aposta-se nos sacos biodegradáveis e de papel.

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