Madonna é o mais recente nome a juntar-se ao movimento #MeToo. Em entrevista ao The New York Times, a cantora revelou ter sido assediada por Harvey Weinstein - produtor que desde outubro de 2017 tem vindo a ser acusado de mais de uma centena de crimes sexuais.

Segundo o relato, o caso deu-se em 1991, durante as gravações do documentário 'Na Cama Com Madonna'.

"O Harvey passou todas as fronteiras e limites e foi incrivelmente insinuante e sexualmente direto comigo quando trabalhávamos juntos", afirmou.

Madonna diz ter sido o medo do poder do produtor que, à semelhança do que relatam outras vítimas, a levou a esconder o sucedido.

"Todas nós [que sofremos de assédio], pensávamos: 'O Harvey pode fazer isto porque tem muito poder, é bem sucedido, os filmes dele correm bem, todos querem trabalhar com ele'", disse ainda.

Foi há cerca de um ano e meio que uma onda de denúncias tornou Harvey Weinstein o nome mais mencionado entre os agressores sexuais em Hollywood. Ao recordar esse momento, Madonna diz ter pensado: "Finalmente".

"Não comemorei muito porque não gosto de comemorar o fim de alguém. Mas foi positivo que alguém que abusou de tanta gente durante anos tenha sido acusado e responsabilizado", rematou.

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