Em declarações à Angop a par do encerramento do Workshop sobre Técnicas de Comunicação e Plataformas da média para Organizações da Sociedade Civil de Angola 2018, António Coelho avançou que a situação da Sida em Angola é alarmante, uma vez que no sul e centro do país a taxa de prevalência é superior a mediana.

“Não há condições para dar resposta a questão da Sida em Angola”, referiu o secretário-geral da ANASO.

Para o responsável, há uma série de outras insuficiências que também influenciam este cenário, com realce para a gritante falta de anti-retrovirais, a falta de testes, numa altura em que se realizará as jornadas alusiva ao dia mundial do VIH/Sida, que este ano decorrerá sob o lema “Conheça o seu Estado serológico”, bem como a falta de matérias de informação e educação para as campanhas.

Ainda neste contexto, António Coelho fez saber ainda que existem determinantes que estão associada ao elevado número de novos infectados, como a estrema pobreza, o inicio precoce das actividades sexual, o desemprego e aspectos culturais que de alguma forma constituem barreiras para o desenvolvimento das acções levado a cabo pela organização na comunidade.

Para se pôr cobro a situação que poderá descambar em níveis descontrolado, o secretário-geral falou ser importante quebrar a cadeia de transmissão, mas para isso, deve-se apostar em campanhas de sensibilização da população para mudança de comportamento, mas que em certo modo está condicionado por falta de verbas.

Questionado sobre avaliação que faz quanto aos 28 mil novos casos de infecções por VIH/Sida no país, o representante do ONUSIDA em Angola, Michel Kouakou referiu que os números falam por si, considerando ser necessário trabalhar mais no sentido de acelerar à resposta perante está situação preocupante.

Por outro lado, considerou ser oportuno conseguir mais parceiros para abraçar a luta do VIH/Sida, chamando também atenção aos média no redobro das actividades de informar sobre o assunto.

Durante a formação os técnicos das Organizações da Sociedade Civil (OSC), obtiveram dentre outros conhecimentos, técnicas de apresentação e escrita, produção de boletim informativo, definição do plano de comunicação e modelos de campanha de comunicação.

No tocante as conclusões e recomendações, os participantes avançaram que os planos de comunicação são importantes no suporte e visibilidade das acções das OSC, bem como as formações do género devem ser abrangentes a outras organizações da sociedade civil sediadas nas províncias do interior e que a ANASO deve consolidar os planos preliminares num plano de comunicação institucional único.

O Workshop sobre Técnicas de Comunicação e Plataformas da média para Organizações da Sociedade Civil de Angola 2018, decorreu de 31 de Outubro a 1 de Novembro.