Ian Fennelly autodefine-se como um ilustrador urbano. É isso que se considera. "Faço arte em lugares movimentados, enquanto observo os edifícios e o mobiliário citadino", como explica no seu site oficial. Depois de se licenciar em pintura na Escola de Arte de Wimbledon, em Inglaterra, este artista britânico trabalhou, durante alguns anos, num ateliê de desenho, o que lhe deu a oportunidade de desenvolver ainda mais as suas aptidões para, mais tarde, se poder dedicar à ilustração.

"Sempre me senti atraído pelos ambientes citadinos, onde as pessoas interagem mais com os espaços ocupados que os cercam. Tento desenhar pessoas sem, na realidade, o fazer, porque elas nunca estão paradas. Mas gosto de desenhar os espaços em que estiveram, as pedras que pisaram e as janelas pelas quais olharam. Adoro desenhar esses locais, pois isso permite-me imortalizar a experiência de lá ter estado", desabafa ainda o artista, autor dos trabalhos que pode ver de seguida.

É com estes trabalhos que, posteriormente, Ian Fennelly ensina o seu processo de observação e de desenho a partir de workshops dados online para todo o mundo. A inspiração, essa, obtém-na das visitas a lugares onde gosta de passar algum tempo, de conhecer pessoas e de absorver os ruídos que o rodeiam. Os seus esboços urbanos são concluídos no local, utilizando apenas lápis delineadores, canetas e aguarelas, os materiais de eleição que usa na maioria das suas criações.

"Quando pinto, o assunto é apenas o ponto de partida. É a batalha no papel que é realmente emocionante. Cores, formas, linhas e padrões disputam-se entre si, enquanto a aguarela flui nos sulcos do papel. E é isso que é realmente emocionante", admite. Enquanto desenvolve o seu trabalho, Ian Fennelly não fica parado para que os ângulos possam alterar-se. "Se um carro ou uma carrinha estacionarem à frente, opto por mover esse objeto de qualquer forma", acrescenta ainda.

"Preciso envolver-me totalmente na cena, tanto física como emocionalmente", assume o artista. Os seus esboços urbanos demoram, em média, entre duas a três horas para serem concluídos. "Costumava ser muito mais rápido, mas percebo agora que quanto mais olhamos, mais vemos, mais entendemos e mais queremos reproduzir", refere. Um dos locais dos seus itinerários já retratados é cidade do Porto, no norte de Portugal, que visitou em 2018 no âmbito de um simpósio a que assistiu.

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