O estilista sul-coreano Rok Hwang vai inaugurar a Semana de Moda de prêt-à-porter outono-inverno com a sua marca Rokh, baseada na Grã-Bretanha.

Hwang, prémio especial do júri LVMH 2018, trabalhou com Phoebe Philo, estilista celebrada que alavancou a Celine com looks chiques e minimalistas, forjando a imagem de uma mulher auto-suficiente, antes de ser substituída pelo lendário Hedi Slimane (ex-Dior e Saint Laurent).

Inspirado pelo universo do cineasta Steven Spielberg, Hwang - que cresceu numa caravana no Texas (EUA) -, mostrou-se fiel ao estilo da sua mentora, com um estilo sofisticado e fácil de usar, e apostou nos padrões de caxemira em looks desconstruídos.

A marca francesa Jacquemus elegeu também uma linha elegante e simples, em que predominam os looks de cores uniformes.

Entre os desfiles mais esperados do evento, que acontece até 5 de março, está o da Dior que vai invadir a passerelle na terça-feira e a Celine na sexta-feira. Será a segunda coleção feminina de Slimane para a marca. O seu primeiro desfile em setembro do ano passado foi muito criticado por grande parte da imprensa especializada pelas suas peças ajustadas e looks adolescentes, uma linha julgada por alguns desfasada na era do #MeToo.

Apesar disso, a revista Vanity Fair nomeou Slimane como o francês "mais influente do mundo".

O momento mais emotivo dessa semana terá lugar no último dia do certame e durante o desfile da Chanel, marca que Karl Lagerfeld, que faleceu na terça-feira aos 85 anos, dirigiu durante 36 anos.

Cerimónia de despedida

Conforme a vontade do estilista de origem alemã, que esteve à frente da italiana Fendi e da sua marca homónima, foi cremado na sexta-feira numa cerimónia íntima perto de Paris.

A Chanel disse em comunicado que uma "cerimónia de despedida" aconteceria mais tarde, sem precisar a data.

Virginie Viard, braço-direito de Lagerfeld durante mais de 30 anos, vai estrear-se como sua sucessora mostrando uma coleção que foi criada pelo seu mentor antes de morrer.

Multifacetado, o 'kaiser' da moda concebia também os cenários impressionantes dos desfiles da Chanel e fazia as fotografias das campanhas da marca.

Viard disse à AFP em 2015 que se "complementava" com o estilista: "Entendo-o, consigo sublimar as suas ideias, compreendi o que queria fazer com a Chanel".

Inevitavelmente, a imprensa especializada especula sobre qual o famoso estilista que poderia comandar a Chanel a meio prazo, e entre as hipóteses destaca-se a própria Phoebe Philo.

Por outro lado, três marcas históricas vão apresentar as primeiras coleções assinadas pelos seus novos diretores artísticos.

A dupla holandesa Rushemy Botter e Lisi Herrebrugh, até agora associada a uma linha inspirada nos pescadores do Caribe e looks com base de plástico reciclado, estará à frente do desfile da Nina Ricci, marca fundada em 1932.

Bruno Sialelli, ex-estilista de Loewe, Balenciaga, Acne Studios e Paco Rabanne vai apresentar a sua primeira coleção para a Lanvin, a maison francesa mais antiga ainda em atividade e conhecida pelos seus elegantes vestidos pretos.

A britânica Louise Trotter, que já trabalhou nas marcas Joseph, Calvin Klein e Tommy Hilfiger, vai estrear-se na Lacoste.

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