"O nosso maior desafio é encontrar todas as pessoas com tuberculose, de modo a trazê-las ao tratamento e à cura", afirmou Ivan Manhiça, em entrevista ao canal privado STV.

Há cinco anos, prosseguiu, seis em cada dez moçambicanos com tuberculose não eram diagnosticados, o que, comparado com os números actuais, constitui um grande avanço.

"É uma redução que mostra que estamos no bom caminho", acrescentou Ivan Manhiça.

O director do Programa Nacional de Combate à Tuberculose disse que o número de mortes por tuberculose reduziu em cerca de 25% para 22 mil óbitos por ano.

Anualmente, são notificados 159 mil novos casos e a taxa de tratamento e cura da doença atinge 90%.

Ivan Manhiça insistiu que o principal desafio que o país enfrenta tem a ver com o diagnóstico de todos os casos da doença, visando assegurar uma cura plena e a quebra da cadeia de transmissão da doença.

"Há ainda muitas pessoas que não sabem que quando têm uma tosse que não passa por mais de duas semanas e febres pode ser tuberculose, o que dificulta o diagnóstico precoce", afirmou.

Para aumentar a eficácia no tratamento da doença, especialistas estão a fazer a revisão em Maputo do Plano Estratégico contra a Tuberculose.