A síndrome das pernas inquietas afeta 10% da população portuguesa. Este problema caracteriza-se por movimentos involuntários e sensação de desconforto nos membros inferiores, afetando a qualidade do sono. Trata-se de um distúrbio do movimento de causa neurológica que surge, por norma, no final do dia, quando a pessoa está mais cansada, provocando sensações desagradáveis nas pernas que obrigam a mexê-las.

É mais frequente em pessoas de meia idade e manifesta-se em 20% das mulheres grávidas. As causas ainda não estão totalmente esclarecidas. Pensa-se que pode dever-se a uma deficiência de ferro no cérebro, que provoca uma alteração na síntese de dopamina. Costuma estar associada à anemia ferropénica, à neuropatia periférica, um problema nervoso que afeta as pernas, à diabetes, à insuficiência renal e à artrite reumatóide.

Sintomas

Os mais comuns na síndrome das pernas inquietas são os incómodos nas pernas. Para além de calor, inquietação e dor, podem, em muitos casos, sentir-se pontadas e/ou uma sensação de formigueiro quando se está em repouso e espasmos nas pernas durante o sono.

Tratamento

Os mais aconselhados para evitar a síndrome das pernas inquietas são os suplementos de ferro e os fármacos dopaminérgicos, que aumentam a dopamina, para além de anticonvulsivos, fármacos que muitos especialistas também prescrevem.

As recomendações dos médicos

No meio das muitas, há duas que se destacam e que não deve, de todo, descurar:

1. Promova o sono

A insónia é uma das consequências mais desagradáveis da síndrome das pernas inquietas. Para aliviá-la, é recomendável fazer exercício ao fim do dia e tomar um banho quente com sais relaxantes antes de ir para a cama. Também é fundamental eliminar hábitos como o tabaco e a ingestão de chocolate, álcool, café, chá e bebidas tipo refrigerantes de cola.

2. Cuidado com a medicação

Quase 25% dos pacientes com síndrome das pernas inquietas vêem seus sintomas agravar-se pela utilização de outros medicamentos, entre eles, os bloqueadores do canal de cálcio, medicamentos para as náuseas, alguns fármacos para gripes e alergias, calmantes e medicamentos para a depressão.

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